Inflação nos EUA desacelera recuo do juro na BM&F

O indicador de inflação ao consumidor (CPI) de março nos Estados Unidos apagou a continuidade da festa de ontem verificada nos mercado financeiro. O índice cheio do CPI ficou dentro do previsto (0,4%), mas o núcleo (que exclui os preços de energia e alimentos) subiu além das estimativas (0,3%, ante previsões de 0,2%). Com isso, os juros dos títulos do Tesouro dos EUA (treasuries), que estavam em queda, inverteram a mão e passaram a subir. O juro do título de 10 anos superou 5% após a divulgação do indicador. No mercado futuro de juros brasileiro, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008 (o mais negociado) subiu do patamar onde estava antes do CPI, 14,38%, para 14,44%. Mas continua abaixo do fechamento de ontem, 14,45%, e do ajuste para a virada do dia, 14,44%. Os investidores esperam, à noite, a confirmação da aposta de corte da Selic em 0,75 ponto porcentual (para 15,75%). Pela manhã, dois índices de inflação vieram abaixo do previsto e dão otimismo aos negócios: o IGP-10 de abril (-0,65%) e o IPC-Fipe da segunda quadrissemana do mês, que registrou deflação de 0,06%. As vendas do varejo em fevereiro, ante janeiro, caíram 4,13%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma queda mais intensa do que a esperada pelo mercado (previsões de -2,2% a +0,01%, mediana em -0,06%); em relação ao mesmo mês do ano passado, as vendas subiram 5,35%, abaixo do piso das previsões (de 6% a 9%, mediana em 7,2%).

Agencia Estado,

19 Abril 2006 | 10h29

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