Inflação pelo IPCA recua em maio, de 0,21% para 0,10%

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,10% em maio ante 0,21% em abril, segundo divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, o IPCA, que mede a inflação oficial do País, acumula alta de 1,75% e em 12 meses de 4,23%. A queda no preço do álcool (-11,06%) foi o principal fator responsável pelo recuo da taxa de um mês para o outro. Porém vários itens importantes na despesa das famílias tiveram participação importante para conter a inflação no mês passado, como medicamentos (1,41% em maio, ante 2,03% em abril), vestuário (0,90% no mês passado em relação a 1,18% em abril), energia elétrica (0,24%, ante 1,23%) e condomínio (0,74% ante 1,25%). Desse modo, o grupo dos produtos alimentícios reduziu a variação de 0,34% em abril para 0,14% em maio. Os alimentos, por outro lado, reduziram o ritmo de queda, com variação de -0,03% em maio, em comparação a -0,27% em abril, especialmente por causa da reação no preço do frango (8,42% em maio, em relação a -5,93% em abril). A coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, ressaltou que a taxa do IPCA de 4,23% acumulada em 12 meses até maio - abaixo da meta de 4,5% estipulada este ano pelo Banco Central -, é a menor variação acumulada em 12 meses desde a registrada em junho de 1999 (3,32%). Segundo ela, "a cada mês que se passa neste ano a tendência é que o resultado de 12 meses venha convergindo para taxas menores, visto que não há nenhum item pressionando a inflação". Eulina disse, entretanto, que não estudou qual foi a última vez que a inflação apurada em 12 meses registrou variação abaixo da meta definida pelo Banco Central. O IPCA apurado pelo IBGE em maio (0,2%) é o menor índice mensal desde junho 2005 (-0,02%), e o índice acumulado no ano até maio (1,75%) é o menor registrado no acumulado de cinco meses desde 2000 (1,4%). (Jacqueline Farid) O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para a camada de renda mais baixa da população, registrou variação de 0,13% em maio. Em abril, o índice foi de 0,12%. O acumulado do INPC no ano atingiu 1,13% e em 12 meses, 2,75%. Previsão Junho será um mês de "pressões negativas" para o IPCA, segundo adiantou Eulina. Segundo ela, o mês terá como característica queda de preços em itens importantes, como ônibus urbano em Recife e gás encanado em São Paulo, além da continuidade da queda na cotação do álcool. Eulina lembrou que, a partir do IPCA de julho, o cálculo do índice vai incorporar a nova metodologia já adiantada pelo IBGE para os analistas de mercado, que irá incorporar os gastos de consumo da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2003. O dado de julho, calculado de acordo com a nova metodologia, será divulgado no dia 11 de agosto.

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