Sérgio Castro/Estadão
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Influenciados pelo exterior, Bolsa opera em alta e dólar cai

Mercado reage à previsão de piora no cenário econômico feita pelo Banco Mundial e à decisão do BC da Suíça de eliminar a taxa de câmbio mínima

Olívia Bulla, O Estado de S. Paulo

15 de janeiro de 2015 | 11h03

SÃO PAULO - Na contramão do sinal negativo dos índices futuros de Wall Street, a Bovespa abriu o pregão desta quinta-feira, 15, em alta e sobe ao redor de 2%, ensaiando uma recuperação após encerrar a sessão desta quarta-feira, 14, em queda pela quarta vez consecutiva. 

As preocupações com a economia global, após a piora nas previsões feitas pelo Banco Mundial, seguem como pano de fundo para os negócios, ao passo que a aversão ao risco foi reativada nesta manhã, diante da inesperada decisão do Banco Central da Suíça (SNB) de eliminar a taxa de câmbio mínima no país.   

Por volta das 10h45, o Ibovespa subia 1,97%, aos 48.585 pontos, na pontuação máxima do dia. O índice à vista ainda não foi negociado em baixa, até então.   

No exterior, a inesperada decisão do BC da Suíça, de eliminar o limite de baixa para o euro em relação ao franco suíço, em 1,20, e de reduzir a taxa de depósito para -0,75%, de -0,25%, apagou o sinal positivo que prevalecia entre as bolsas europeias e os índices futuros das bolsas de Nova York. Até então, as bolsas internacionais exibiam ganhos acelerados, diante da reação das commodities e da expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) deverá anunciar medidas de estímulo nos moldes do relaxamento quantitativo (QE) neste mês. 

Na Bolsa brasileira, os ganhos eram conduzidos pelas altas das ações ON e PN da Petrobrás, de +5,18% e +4,92%, que figuravam no topo do ranking de maiores altas. A estatal petrolífera confirmou na quarta-feira que as demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014 - sem o relatório do auditor externo - serão apresentadas ao Conselho de Administração da companhia no dia 27 de janeiro.  

Agora, as atenções do mercado se voltam para os dados econômicos nos Estados Unidos, principalmente nos números dos preços ao produtor (PPI) e nos pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos no país, com os agentes financeiros em buscas de pistas sobre quando terá início o ciclo de aperto monetário.

Câmbio. O dólar à vista abriu em alta ante o real, na esteira da aversão ao risco causada após a agitação provocada no mercado global de moedas diante da inesperada decisão do BC da Suíça de acabar com o piso para o euro em relação ao franco suíço e acentuar o juro básico negativo. 

Às 10h45, no mercado de balcão, o dólar à vista caía 0,57%, a R$ 2,605, depois de abrir em alta de 0,42%, a R$ 2,631. 

A inesperada decisão do BC da Suíça, de eliminar o limite de baixa para o euro em relação ao franco suíço, em 1,20, e de reduzir a taxa de depósito para -0,75%, de -0,25%, apagou o sinal positivo que prevalecia entre as bolsas europeias e os índices futuros das bolsas de Nova York, ao mesmo tempo que enfraqueceu o euro e o dólar, com a moeda norte-americana caindo ao menor valor desde agosto de 2011 ante a moeda da Suíça. Para o SNB, a manutenção do limite para a cotação euro/franco suíço não se justifica mais, acrescentando que permanecerá ativo no mercado de câmbio, se necessário.

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