Interessados em campos maduros querem adiamento do leilão

As empresas interessadas em disputar a 2ª Rodada de Campos maduros com acumulações marginais de petróleo e gás natural, que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) realiza na próxima semana, devem encaminhar hoje à reguladora pedido formal para o adiamento do leilão, informou um dos investidores. A argumentação é que o prazo para análise dos dados referentes às áreas oferecidas está "muito apertado"."Às vésperas do leilão, a ANP ainda não disponibilizou esses dados, que na primeira rodada foi colocado no site da agência meses antes. Como vamos fazer para avaliar os dados somente em um final de semana?", indagou Luiz Augusto Andrade Santos, diretor comercial da Geobrás, empresa que arrematou uma área no primeiro leilão no ano passado, mas não pôde assinar o contrato por falta de condições de obtenção do financiamento.A demora na liberação dos dados ocorreu porque a ANP estava apenas com dois diretores e sua legislação prevê a necessidade de um quórum de pelo menos três para aprovar novas medidas a serem tomadas, como a liberação de dados, neste caso. O processo licitatório, com a publicação do edital da rodada, foi tocado adiante mediante uma autorização especial do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) referendado agora com a entrada do terceiro diretor, Nelson Narciso Filho, que teve seu nome aprovado no Senado anteontem.Segundo o investidor, hoje a ANP convocou as empresas que haviam se cadastrado para participar do leilão para serem habilitadas e receberem os dados das áreas. Segundo o site da ANP, até o momento 16 empresas foram habilitadas.O leilão de campos maduros foi uma iniciativa da ANP realizada pela primeira vez no ano passado paralelo à tradicional rodada de áreas exploratórias. A diferença deste leilão é que ele oferece áreas que já foram exploradas pela Petrobras no passado, mas que perderam o interesse para a estatal por terem uma produção mínima e um custo relativamente pequeno.Na primeira rodada de campos maduros, foram oferecidas 17 áreas nos Estados da Bahia e Sergipe, em quatro bacias terrestres. Dessas áreas, 16 foram arrematadas. O total arrecadado foi de R$ 3 milhões. O Programa de Trabalho Inicial aplicado às áreas inativas contendo acumulações marginais, indicado pelas 16 empresas foi de 6.182 unidades de trabalho, o que significa uma previsão de investimentos em torno de R$ 61,8 milhões nos próximos dois anos.Para esta segunda rodada, serão oferecidas 21 áreas, sendo três no Estado do Maranhão, na bacia de Barreirinhas, 10 no Rio Grande do Norte, na bacia Potiguar, e 8 no Espírito Santo, na bacia de mesmo nome.

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