Sergel Karpukhin/Reuters
Sergel Karpukhin/Reuters

Invasão russa à Ucrânia faz barril de petróleo superar os US$ 105

Aumento se deu logo após Putin anunciar a operação militar no país vizinho e prometer represálias contra quem interferir; Bolsa de Moscou suspende transações e mercados asiáticos sofrem queda

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2022 | 02h11
Atualizado 24 de fevereiro de 2022 | 09h18

O preço do barril de petróleo superou os US$ 105 nesta quinta-feira, 24, após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciar, na madrugada  que autorizou uma operação militar na Ucrânia. É a primeira vez, desde 2014, que o preço da commodity passa dos US$ 100. 

Às 9h15, o barril do petróleo tipo Brent estava sendo negociado a US$ 105,01, com alta de 8,44%. Já o óleo tipo WTI estava cotado a US$ 99,58, em alta de 8,12%.

O aumento se deu logo após Putin anunciar a operação militar no país vizinho e prometer represálias contra quem interferir. Há a preocupação de que uma guerra na Europa vá interromper o fornecimento global de energia.  A  Rússia atacou a Ucrânia com bombardeios contra alvos militares em Kiev, Kharkiv e outras cidades no centro e no leste do país.

Horas antes, o Kremlin afirmou que dirigentes rebeldes no leste da Ucrânia pediram ajuda militar à Moscou para enfrentar as tropas de Kiev.

Há um grande temor global em torno do abastecimento de produtos básicos importantes, como o trigo e metais, em meio a uma demanda crescente desses produtos provocada pela reabetura das economias após os fechamentos gerados pela pandemia de Covid-19. Nas últimas semanas, o preço do petróleo já estava em alta por causa da ameaça do conflito.

“As tensões russo-ucranianas provocaram um possível choque de demanda (na Europa) e um maior choque no abastecimento para o resto do mundo, dada a importância de Rússia e Ucrânia na energia", destacou Tamas Strickland, da National Australia Bank, à AFP.

Bolsa de Moscou suspende operações

A Bolsa de Valores de Moscou anunciou a suspensão das transações após o anúncio da operação militar contra a Ucrânia. “A negociação em todos os mercados foi suspensa. O reinício será anunciado em uma data posterior”, indica a Bolsa de Moscou em um comunicado.

Mercados asiáticos sofrem queda

Os mercados de ações asiáticos sofreram queda. Por volta das 2:20h, a Bolsa de Tóquio registrava queda de 2,2% e a de Seul 2,6%. No mesmo horário, o mercado Sidney alcançava a desvalorização de 3,1%.

Na China, por volta das 2:40h, as bolsas de Xangai e Shenzhen apontavam recuo de 1,76% e 2,47%, respectivamente. Hong Kong sofreu queda de 3,6%. 

Com informações da AFP e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.