Investidor busca proteção e dólar se aproxima do R$ 1,90

Novo valor da moeda norte-americana faz reacender no mercado a luz amarela para eventual ação do BC no câmbio

Silvana Rocha, da Agência Estado,

14 de dezembro de 2011 | 17h35

A sinalização da chanceler alemã, Angela Merkel, de que a superação da crise europeia poderá durar anos, combinada ao fluxo cambial negativo para o Brasil desde outubro, acirrou, hoje, a busca de investidores por proteção, no dólar. Na esteira do tombo do euro, abaixo de US$ 1,30 pela primeira vez desde 12 de janeiro, e da descida do franco suíço ao menor valor ante o dólar em nove meses (a 0,9429 franco suíço por dólar), a moeda norte-americana, aqui, aproximou-se de R$ 1,90 durante a sessão, reacendendo no mercado a luz amarela para eventual ação do BC no câmbio, disse João Medeiros, diretor da Pionner Corretora.

A última vez que o BC vendeu dólar no mercado à vista foi em 3 de fevereiro de 2009 e o último leilão de swap cambial (em que a autoridade assume posição vendida em dólar e comprada em juro) ocorreu em 22 de setembro deste ano, informou um operador de tesouraria de um banco.

Após atingir máxima à tarde de R$ 1,8830 (+1,56%), o dólar à vista reduziu o ganho e fechou cotado a R$ 1,8740, com alta de 1,08% no balcão. A mínima, pela manhã, foi de R$ 1,8630 (+0,49%). No mês, a divisa acumula alta de 3,59% e, no ano, +12,62%. Na BM&F, o dólar pronto terminou com alta de 0,87%, a R$ 1,8751.

No mercado futuro, nesse horário, o dólar janeiro de 2012 reduzia a alta a 0,29%, cotado a R$ 1,8795, depois de saltar até R$ 1,8935 (+1,04%) na máxima e recuar pela manhã até mínima de R$ 1,8725 (-0,08%). Este vencimento girou cerca de US$ 13,154 bilhões, de um total registrado com quatro vencimentos negociados, de US$ 13,262 bilhões.

Há pouco, houve uma desaceleração dos ganhos do dólar, segundo operadores consultados, em reação a especulações de que o Federal Reserve poderia vir a ampliar empréstimos a juros mais baixos para bancos europeus. Os comentários refletem expectativas dos investidores sobre a fala hoje do presidente do Fed, Ben Bernanke, à bancada republicana no Senado sobre o impacto da crise da dívida na zona do euro sobre a economia dos Estados Unidos em meio a controvérsias em torno de um programa por meio do qual a autoridade monetária dos EUA empresta dólares a juro baixo para dar liquidez a bancos na Europa.

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