Investidor deve ficar fora do setor de aviação, diz Fator

Para especialista, acidente derruba a credibilidade de todo o setor, e não apenas das empresas

Téo Takar, da Agência Estado,

18 de julho de 2007 | 09h39

O analista Eduardo Puzziello, da Fator Corretora, está recomendando aos seus clientes ficar fora do setor de aviação neste momento. Ele afirmou que colocará suas avaliações das ações de TAM e Gol em revisão. "Esse acidente derruba a credibilidade de todo o setor, e não apenas das empresas", afirmou, ao comentar o evento ocorrido com o jato da TAM na última terça-feira, 17, à noite.   "Qualquer avaliação sobre o setor neste momento é precipitada e mera especulação. Mas é claro que o impacto desse novo acidente deverá ser negativo", complementou, lembrando que as ações de TAM e Gol apresentam fraco desempenho este ano, na comparação com o restante da Bolsa, por conta da crise aérea desencadeada a partir do acidente com o Boeing da Gol, em setembro de 2006.   As ações PN da TAM acumulam alta de apenas 0,74% em 2007, enquanto Gol PN perdia 10,11%. No mesmo período, o Ibovespa subiu 29,65%.   O analista considera que o acidente de ontem deve contribuir para aumentar o coro dos que defendem uma maior restrição no tráfego do aeroporto de Congonhas. "Com certeza, a questão da necessidade de se restringir o movimento em Congonhas deve ganhar força." Ele lembrou ainda que a questão entra em colisão com o plano da Agência Nacional de Aviação Civil anunciada esta semana, de aumentar o número de operações em Congonhas, de 44 para 50 vôos por hora.

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