Investidor se mostra tranquilo, em sintonia com exterior

O Ibovespa, após seis pregões de alta, segue acima dos 48 mil pontos e juros futuros operam perto da estabilidade

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

25 de março de 2014 | 11h45

O mercado doméstico firma a melhora de humor nesta terça-feira, 25, em sintonia com o sinal positivo visto nas praças internacionais, virando a página da decisão da S&P de rebaixar a nota de crédito do Brasil e da Petrobras e Eletrobras. O Ibovespa, que vem de seis pregões de alta, segue acima dos 48 mil pontos. As ações da Petrobras também sobem.

O dólar à vista renovava as mínimas há pouco, enquanto os juros futuros estavam perto da estabilidade. O comunicado do Banco Central emitido hoje, dizendo que poderá usar as reservas internacionais para conter volatilidade excessiva do dólar se for preciso, ajuda a fortalecer o real ante o dólar. Mais cedo, o BC disse que responderá de forma clássica e robusta aos desafios internacionais.

A avaliação da H.Commcor é de que a tranquilidade mostrada pelo mercado à decisão da S&P mostra pragmatismo, disse o economista-chefe, Waldir Kiel, ao Broadcast, serviço de informações da Agência Estado. "A decisão da S&P foi muito rápida, saiu logo depois da visita que fizeram ao País e parece que os analistas já vieram para cá com a nota debaixo do braço", avaliou.

Às 11h24, o Ibovespa subia 0,43%, aos 48.200,49 pontos. As ações da Petrobras subiam 0,97% (PN) e 0,79% (ON). O dólar à vista no balcão caía 0,65%, a R$ 2,3060, na mínima. O DI janeiro de 2015 tinha taxa de 11,16%, de 11,17% na segunda-feira, 24. Em Nova York, as bolsas seguiam em alta, após uma série de indicadores mistos: Dow Jones +0,59%, S&P 500 +0,51% e Nasdaq +0,72%.

O índice de confiança do consumidor norte-americano medido pelo Conference Board subiu para 82,3 em março, de 78,3 em fevereiro, acima da previsão de economistas de alta para 78,6. O índice de atividade industrial regional do Federal Reserve de Richmond caiu para -7 em março, de -6 em fevereiro.

As vendas de moradias novas, por sua vez, recuaram 3,3% em fevereiro ante o mês anterior, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 440 mil, o menor nível desde setembro, segundo pesquisa do Departamento de Comércio. O dado de janeiro foi revisado para 455 mil, de 468 mil originalmente. Antes da revisão, analistas consultados pela Dow Jones Newswires previam queda de 4,5% nas vendas de fevereiro, a 445 mil.

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