Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

À espera de eleição no Congresso, Bolsa renova recorde

Principal índice de ações do País, o Ibovespa voltou a se aproximar dos 100 mil pontos; presidência da Câmara e do Senado é considerada fator essencial para avanço da reforma da Previdência

Altamiro Silva Junior e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2019 | 16h22
Atualizado 01 de fevereiro de 2019 | 20h04

O compasso de espera pela eleição dos presidentes da Câmara e do Senado neste primeiro dia do ano legislativo reduziu o volume de negócios no mercado de ações e comprometeu parte da força do Índice Bovespa, que oscilou perto da estabilidade durante todo o período da tarde desta sexta-feira, 1. Um fôlego extra já no final dos negócios, no entanto, garantiu alta moderada ao índice, que acabou por renovar seu recorde histórico de fechamento.

Ao final dos negócios, o indicador marcou inéditos 97.861,27 pontos, com alta de 0,48%. Com isso, terminou a semana com ganho de 0,19%. Os negócios somaram R$ 13,9 bilhões, ante R$ 16,8 bilhões da média diária registrada em janeiro.

O dólar também seguiu o movimento do Ibovespa, operando estável por todo o dia até fechar a sessão a R$ 3,6580 (-0,03%). Na semana, porém, a moeda teve queda de 2,78%, a maior desde os cinco dias finais de 2018, quando recuou 4,06%. Pela manhã, a moeda americana ficou volátil e pela tarde operou relativamente estável, segundo operadores, em meio ao clima de cautela antes de se saber os nomes dos dirigentes do Congresso.

Bolsa

O desempenho positivo foi garantido por papéis de peso na carteira do Ibovespa como os do setor financeiro, que viraram para o positivo nos minutos finais de negociação. Vale ON avançou 1,65%, ainda dentro do movimento de ajuste após a expressiva queda de segunda-feira, com investidores em busca de oportunidades de ganho com a aposta de uma recuperação mais consistente das ações no futuro. Na semana, o papel acumulou perda de 17,63%.

As ações da Petrobrás também avançaram e ajudaram a amenizar perdas. Influenciados pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional, os papéis da petroleira subiram 1,59% (ON) e 0,86% (PN). Entre os bancos, apenas os papéis do Bradesco terminaram o dia em baixa, atribuída à movimentos de realização de lucros após os ganhos com a divulgação do balanço do quarto trimestre.

"Pela manhã, o Ibovespa subiu com os investidores acompanhando indicadores econômicos, como o 'payroll'. À tarde, houve um movimento maior de realização de lucros, somado à apreensão com a eleição no Legislativo, que definirá peças fundamentais para dar celeridade às reformas", disse Vinícius Andrade, analista da Toro Investimentos. Na mínima do dia, justamente no período da tarde, o índice chegou a cair 0,41%.

Para Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora, independente das oscilações, a redução do volume de negócios foi o sintoma mais evidente da cautela do investidor no pregão desta sexta-feira. Com a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) considerada a mais provável na Câmara, afirma, as atenções se concentraram especialmente nas movimentações no Senado, tendo Renan Calheiros (MDB-AL) como principal foco.

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