Investidores devem propor compra da Reebok

Um consórcio de investidores de Hong Kong e Abu Dhabi devem fazer uma oferta para a companhia alemã Adidas de aquisição da Reebok. Se a proposta for bem sucedida, deverá romper uma associação de oito anos de dois fabricantes de tênis, a qual produziu resultados desapontadores.

Estadão Conteúdo

19 de outubro de 2014 | 21h05

Jynwel Capital, o braço de investimento da bilionária família asiática Low e fundos filiados ao governo de Abu Dhabi pretendem encaminhar a proposta para os diretores da Adidas, avaliando a Reebok em 1,7 bilhão de euros, o equivalente a US$ 2,2 bilhões, segundo informações de pessoas com conhecimento do assunto.

Na proposta, os investidores devem argumentar que a Reebok terá um futuro brilhante se for administrada independentemente, ecoando um sentimento que apareceu na mais recente onda de problemas corporativos. Não há evidências de que a oferta será bem recebida pela Adidas.

A Adidas adquiriu a Reebok em 2006 por cerca de 3 bilhões de euros (US$ 3,8 bilhões), com a intenção de criar uma empresa de calçados e roupas esportivas para concorrer com a Nike e ter maior influência junto aos varejistas. Outra intenção era ampliar a presença no mercado norte-americano.

Em 2005, quando o negócio foi anunciado, a Adidas e a Reebok eram a segunda e a terceira fabricantes do mercado de calçados esportivos dos Estados Unidos, com 10% e 8% do mercado, respectivamente, segundo a SportsOneSource. Este ano, a participação no mercado norte-americano da Adidas caiu para 6%, enquanto a da Reebok foi para 1,8%. A Nike, em contrapartida, viu sua posição de mercado subir para perto de 60%, dos 35% que tinha em 2005.

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