Investidores se ajustam ao Copom

Passado o feriado de quinta-feira na cidade de São Paulo, os mercados reagiram ontem à piora do quadro externo verificada quinta-feira e também à decisão tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na noite de quarta-feira. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os principais contratos fecharam em alta, mais significativa nos DIs de curto prazo. O de maior liquidez, para janeiro de 2008, encerrou com taxa de 12,44% ao ano, ante 12,43% quarta-feira. O contrato de abril de 2007 subiu de 12,74% para 12,84% ao ano. A liquidez na BM&F foi considerada modesta para um dia pós-Copom, o que foi atribuído ao fato de que a redução da Selic em 0,25 ponto porcentual era esperada por boa parte dos agentes e também por ser um dia cravado entre o feriado e o fim de semana. Mas, como os contratos de vencimento mais próximos não projetavam inteiramente essa aposta - a curva mostrava cerca de 30% de chance de uma queda de 0,50 ponto -, uma correção nas taxas era esperada. O cenário estava montado para uma realização de lucros na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o que acabou acontecendo. Nos últimos pregões, a bolsa vinha acumulando seguidas altas, chegando a zerar as perdas acumuladas no mês. O Índice Bovespa fechou em baixa de 0,61%, aos 44.412 pontos. Com esse resultado, a bolsa passou a acumular queda de 0,14% em janeiro. O movimento financeiro ficou em R$ 2,882 bilhões. ?A bolsa realizou. Se nos últimos dias a alta foi puxada pela Vale, hoje (ontem) foi a Vale que liderou a queda?, afirmou um operador. ?O mercado realizou em cima da Vale, que tinha gordura para queimar.? Na Bovespa, Vale PNA fechou em queda de 1,49% e voltou a registrar o maior giro financeiro do dia, com R$ 327 milhões. Em Nova York, o Índice Dow Jones recuou 0,12% e a Nasdaq subiu 0,05%. No mercado de câmbio, o dólar avançou 0,19%, para R$ 2,1380.

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