Investimento em fundos reduz custo e risco

A principal vantagem de investir em um fundo é que, de maneira geral, os administradores tentam reduzir os riscos da aplicação por meio de estratégias de investimento que são desconhecidas pela maioria dos investidores. Outra boa razão para investir em ações ou em títulos de renda fixa através de fundos é a rentabilidade. Geralmente, os fundos garantem maior rentabilidade devido ao seu porte, pelos menores custos e por sua agilidade. Em relação ao porte, o pequeno investidor se beneficia porque a reunião de diversos pequenos investidores em um fundo permite que o administrador atue como um grande aplicador, obtendo melhor rentabilidade. Quando compra um título de renda fixa, por exemplo, o grande investidor obtém uma taxa de juro maior. Quando compra ações e títulos de empresas, consegue pagar comissão menor. Em relação às despesas, fundo dilui os custos de administração e pesquisa do mercado financeiro entre todos os cotistas. Individualmente, o pequeno investidor não conseguiria pagar os custos de uma gestão mais sofisticada, que inclui saber a tendência dos juros, a saúde financeira das empresas, as expectativas econômicas do País e o rumo da inflação e do câmbio. Também a agilidade do gestor é uma importante ferramenta para ganhar rentabilidade. Os gestores devem estar atentos a todos os mercados em que atuam diariamente, de forma a trocar de investimento sempre que necessário, com a máxima agilidade. Uma gestão eficiente realiza esta troca no tempo correto para garantir melhor rentabilidade, o que é mais fácil obter nos fundos do que individualmente, com exceção dos grandes investidores. Uma dica importante é que muitos bancos oferecem serviço de vinculação automática de fundo de investimento com a conta corrente. Assim, todo o dinheiro que está sobrando na conta vai para o fundo. E, precisando, volta para a conta. O banco oferece ainda a isenção da CPMF nestas transações. Detalhe: estes fundos costumam render menos que os fundos não-vinculados, com o mesmo nível de risco. Portanto, o investidor não deve ficar acomodado com o serviço, imaginando que seu dinheiro já está aplicado. Deixe neste sistema apenas o dinheiro que será usado no curto prazo. Sobras maiores devem ir para fundos com melhor desempenho.

Agencia Estado,

13 de janeiro de 2006 | 17h51

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