Investimentos podem dobrar produção de aço em 10 anos

A produção brasileira de aço poderá saltar do patamar atual de 36,6 milhões de toneladas/ano para 68,8 milhões de toneladas nos próximos 10 anos. A estimativa é do vice-presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marco Polo de Mello Lopes, em seminário para jornalistas na manhã de hoje. Nesse total, Lopes está incluindo os projetos já em andamento por parte de empresas associadas ao IBS e outras plantas novas (greenfield), que já foram anunciadas e que estão em diferentes estágios de implantação.Lopes disse que nos últimos dez anos a maior preocupação do setor siderúrgico brasileiro foi fazer investimentos para "desengargalar" a produção e para adequação às novas exigências de meio ambiente, mas o foco agora é aumento da capacidade instalada. No período 1994-2005, o setor investiu US$ 15,9 bilhões, garantindo ao Brasil a nona posição no ranking mundial.No período de 2006/10 o setor deverá investir US$ 11,2 bilhões, com aumento de 7,3 milhões na capacidade instalada. Segundo o IBS, o setor no Brasil conta com 25 usinas (sendo 11 na modalidade 'integradas' e 14 'semi-integradas'), controladas por oito grupos econômicos. No ano passado, o setor faturou R$ 54,7 bilhões (US$ 22,5 bilhões) e empregava 98.756 pessoas.A produção brasileira representava cerca de 2,8% da produção mundial e 50,4% da América Latina. Além dos projetos já anunciados, há projetos para mais 13 a 18 milhões de toneladas/ano de associados atuais do IBS. Estão neste caso a CST, Barra Mansa, grupo Gerdau, entre outros. Há ainda projetos em estudos da Usiminas, que poderão chegar a 5 milhões de toneladas/ano. A CSN também está analisando projetos de expansão, oscilando entre 3 milhões e 6 milhões de toneladas/ano. "São projetos que as empresas já informaram que estão estudando, mas ainda não foram formalmente aprovados", comentou.Segundo o Instituto, há ainda os projetos de empresas que não integram o IBS, já que ainda não estão produzindo aço. Estão nesse caso a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), resultado de associação da Thyssen-Krupp/Vale do Rio Doce, a Ceará Steel (grupo Danielli), e outros projetos, como a própria usina Barra Mansa, do grupo Votorantim.

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