IPCA traz alívio momentâneo e juro sobe na BM&F

O resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro (0,48%), dentro das estimativas de analistas, provocou um movimento de alívio nas taxas futuras de juros negociadas no pregão eletrônico da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Assim que o resultado foi divulgado, às 9h30, houve um movimento vendedor no mercado de contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) e as taxas bateram as mínimas. Mas essa reação, na opinião de operadores, não indica uma tendência para o dia. Tanto é que as taxas reduziram a queda e, na abertura do pregão viva-voz, às 10 horas, registravam estabilidade. O DI com vencimento em janeiro de 2008 (o mais negociado) projetava taxa de 12,42% ao ano, ante 12,41% ao ano de ontem. "O mercado enxergou uma oportunidade para aplicar, mas o clima ainda é de volatilidade e o que vai comandar é o cenário internacional", afirma um operador. O resultado da inflação de dezembro pelo IPCA não foi considerado suficiente para alterar as apostas do mercado para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 23 e 24 de janeiro. Os operadores vêem maior probabilidade de o corte da taxa Selic ser de 0,25 ponto porcentual do que uma redução de 0,5 ponto. "O IPCA pode trazer algum alívio nos contratos curtos, mas acho difícil que a idéia de 0,25 ponto seja reduzida nos preços", afirma um operador. Isso porque, embora não tenham surpreendido, os números confirmam uma pressão sobre os preços ligeiramente mais forte do que seria esperado para este início do ano.

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