Ipiranga diz à CVM que contrato só foi assinado ontem

A Ipiranga divulgou hoje resposta a uma consulta da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que solicitou explicações sobre uma alta atípica nas ações da companhia no pregão da última sexta-feira (16) na Bolsa de Valores de São Paulo. Normalmente com pouca liquidez no mercado, os papéis da Ipiranga tiveram um volume de negócios considerado acima do normal e ainda subiram 3,57% em um dia em que o índice Bovespa, principal termômetro da bolsa paulista, registrou queda de 1,27%. A intenção da Superintendência de Acompanhamento de Mercado da CVM é investigar se algum vazamento de informações motivou o comportamento dos ativos. No ofício entregue ao órgão regulador, a Ipiranga diz que, até o final do pregão de 16 de março, "não havia se concretizado qualquer fato de divulgação obrigatória ao mercado (...)." Segundo a companhia, a assinatura do contrato de compra e venda com a Ultrapar, em conjunto com Petrobras e Braskem, ocorreu somente ontem, 18 de março. "Nos dias anteriores à celebração do contrato acima referido, os assessores dos acionistas controladores da RIPI (Refinaria de Petróleo Ipiranga) mantiveram, em caráter confidencial, negociações com os assessores dos então possíveis compradores, sem ter, contudo, qualquer documento vinculativo firmado."

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