AFP / Olya Morvan
AFP / Olya Morvan

Irã não se compromete com teto para produção de petróleo, mas diz apoiar ações

Ministro iraniano afirmou que o país apoia todas as medidas que possam estabilizar o mercado; petróleo era negociado com alta superior a 5%

O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2016 | 10h35

O ministro iraniano de Petróleo, Bijan Zanganeh, afirmou nesta quarta-feira, 17, que o Irã apoia a decisão de membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de países de fora do grupo de manter um "teto" na produção. As declarações divulgadas, no entanto, não deixaram claro se o próprio Irã pretende limitar sua produção. Ainda assim, os contratos futuros do petróleo tinham forte alta. 

"Esperamos o início da cooperação entre os países-membros e não-membros da Opep e apoiamos todas as medidas que possam estabilizar o mercado e fazer os preços aumentarem", disse o ministro.

O petróleo para março na Nymex subia 5,65%, a US$ 30,67 por barril, enquanto na ICE, o Brent para abril tinha alta de 6,06%, a US$ 34,12 por barril.

O ministro se pronunciou após encontrar-se com os colegas ministros de outros três países produtores - Iraque, Venezuela e Catar - para discutir a proposta de congelar a produção global nos níveis registrados em janeiro.

Arábia Saudita e Rússia (os dois maiores exportadores de petróleo do mundo), além de Venezuela e Catar, anunciaram ontem um acordo, em Doha, para impedir o aumento da produção de petróleo, contanto que outros grandes produtores, como Iraque e Irã, façam o mesmo.

Antes da reunião, o Irã sinalizava que não estava disposto a abrir mão de sua fatia no mercado e que continuaria aumentando sua produção de petróleo até chegar aos níveis anteriores às sanções internacionais que foram impostas no passado ao país, devido ao seu programa nuclear, conforme afirmou o representante iraniano na Opep, Mehdi Asali, ao jornal Sahrgh.

Produzindo "a todo vapor", o Iraque também participou da reunião, mas ainda não há informações sobre a posição do país, que já havia apontado que aceitaria a proposta do grupo. O país produziu 4,775 milhões de barris de petróleo por dia em janeiro, segundo dados oficiais. Isso significa que qualquer oferta para manter a produção nos níveis do mês passado deverá ser aceita por Bagdá, segundo Summer Said, correspondente do Wall Street Journal para o setor de energia no Oriente Médio. Em 2015, o país do Golfo Pérsico aumentou sua participação em vários mercados, inclusive na China. (Com informações da Agência Estado e da Reuters)

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