Israel ataca o Líbano e faz petróleo fechar em alta

Os contratos futuros de petróleo ganharam impulso no final da sessão em Nova York e atingiram US$ 75,00 o barril, na máxima intraday (registrada durante o dia), depois que Israel lançou um ataque aéreo e por terra no sul do Líbano, em reação à captura de dois soldados israelenses pelo grupo guerrilheiro islâmico Hezbollah. A tensão geopolítica ofuscou os dados desiguais sobre os níveis dos estoques comerciais norte-americanos, divulgados mais cedo pelo Departamento de Energia (DOE). Os futuros de petróleo reagiram em alta à preocupação de que a escalada da ação militar de Israel no Oriente Médio aumente a instabilidade na região, rica em petróleo. A Casa Branca disse que considera a Síria e o Irã, "que diretamente apóia o Hezbollah, responsáveis por este ataque e a violência que se seguiu". O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, chamou a captura dos soldados como um "ato de guerra" e seu Gabinete prepara-se para aprovar mais ações militares no Líbano - uma segunda frente na luta contra militantes islâmicos por Israel, que já está empreendendo uma operação para libertar um soldado israelense capturado na Faixa de Gaza. "Os distúrbios no Oriente Médio são algo em que realmente precisamos ficar de olho, pois podem sair do controle se Israel atacar a Síria", disse o analista Edward Meir, da corretora Man Financial, em Chicago. Também contribuiu para o aumento da tensão geopolítica a notícia de que as potências mundiais concordaram em enviar o caso do programa nuclear do Irã para o Conselho de Segurança da ONU, que irá decidir sobre possíveis punições. "Não temos escolha a não ser voltar ao Conselho de Segurança e continuar o processo suspenso há dois meses", disse o ministro das Relações Exteriores da França, Philippe Douste-Blazy, em entrevista à imprensa, em Paris, depois da reunião fechada entre negociadores do Irã e de seis países - EUA, Reino Unido, Rússia, China, França e Alemanha. Alguns analistas disseram que a invasão do sul do Líbano por tropas israelenses poderá reduzir as chances de um acordo com o Irã. A postura dura dos EUA "reduz as probabilidades de vermos algum tipo de acordo e aumenta as chances de uma possível ruptura na oferta de petróleo", disse o analista de petróleo Phil Flynn, da Alaron Trading, em Chicago. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de petróleo para agosto fecharam a US$ 74,95 o barril, alta de US$ 0,79 (1,07%). A mínima foi de US$ 73,80 e a máxima de US$ 75,05. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para agosto fecharam a US$ 74,39 o barril, alta de US$ 0,72. A mínima foi de US$ 73,27 e a máxima de US$ 74,46. As informações são da Dow Jones.

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