Itália e Japão deixam bolsas da Europa no azul

Melhora do cenário político na Itália e possível apoio do G-20 à medida do Banco do Japão impulsionam ganhos das ações

22 de abril de 2013 | 13h29

A maioria das bolsas europeias fechou em alta nesta segunda-feira, impulsionadas pela melhora do cenário político na Itália e pela impressão de que o G-20 apoia a recente decisão do Banco do Japão (BoJ) de adotar agressivas medidas de relaxamento monetário para estimular a economia local e superar o problema da deflação. Indicadores ruins nos Estados Unidos, por outro lado, acabaram levando alguns mercados na Europa a reduzir ou apagar ganhos e, no caso de Londres, a migrar para território negativo. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a sessão com alta de 0,16%, aos 285,68 pontos.

Os investidores começaram a semana dispostos a aumentar a exposição ao risco após as 20 maiores economias do mundo sinalizarem durante reunião no fim de semana que concordam com os esforços do Japão para pôr sua economia de volta nos trilhos.

Além disso, houve alívio na Europa com a reeleição de Giorgio Napolitano como presidente da Itália, após várias tentativas fracassadas de escolher um substituto no Parlamento do país.

Já os dados macroeconômicos divulgados durante a manhã nos EUA tiveram um impacto negativo nos negócios com ações europeias. As vendas de moradias usadas no país tiveram em março uma queda inesperada de 0,6%, contrariando uma expectativa de aumento de 0,8%, enquanto o índice de atividade nacional do Federal Reserve de Chicago recuou para -0,23 no mês passado, de 0,76 em fevereiro. Também pesou o balanço trimestral do grupo norte-americano Caterpillar, considerado decepcionante.

Na zona do euro, o índice de confiança do consumidor da zona do euro surpreendeu positivamente e subiu para -22,3 na leitura preliminar de abril, ante -23,5 em março, segundo a Comissão Europeia. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam queda para -24,0, em função das confusas negociações para o resgate do Chipre no mês passado, além do impasse político na Itália e o crescente desemprego no bloco. E o déficit orçamentário combinado dos 17 países do bloco diminuiu para 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) local em 2012, de 4,2% do PIB em 2011 e 6,2% em 2010, de acordo com a agência de estatísticas da região, a Eurostat.

O mercado inglês foi o que mais sentiu os efeitos dos indicadores fracos nos EUA. Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,09%, para 6.280,62 pontos, com pressão da Evraz (-4,1%), AMEC (-3,4%) e Petrofac (-2,7%). Em Paris, o CAC-40, que reúne as ações mais negociadas na capital francesa, ficou estável, em 3.652,13 pontos.

A Bolsa de Milão foi o destaque de alta, com ganho de 1,66% no índice FTSE Mib, para 16.021,71 pontos, em resposta à reeleição de Napolitano. Em Madri, o avanço também foi considerável, de 1,42%, e o IBEX 35 fechou aos 8.027,70 pontos. Em Frankfurt, o DAX teve um desempenho mais modesto, subindo 0,24%, para 7.478,11 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 garantiu alta de 0,57%, encerrando o pregão aos 5.852,53 pontos. As informações são da Dow Jones.

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