Itaú vende edifício-sede do BankBoston

A decisão da Camargo Corrêa em investir no setor imobiliário vai provocar mudanças notáveis na paisagem de São Paulo. As novidades incluem a compra do terreno da mansão da família Matarazzo, na avenida Paulista, a construção de um gigantesco conjunto residencial de alto padrão no bairro do Tatuapé e a venda do edifício-sede do BankBoston, na Zona Sul. A CCDI tem 1,6 milhão de metros quadrados em terrenos, com potencial de gerar R$ 5 bilhões em negócios.Alguns dos maiores negócios da CCDI envolvem imóveis do grupo Itaú. Ao lançar ações da CCDI na Bolsa de Valores, a Camargo Corrêa acertou uma troca com o Itaú. O banco ficou com 7,5% das ações da CCDI e deu, em pagamento, dois terços do terreno onde funciona a fábrica de computadores e equipamentos de automação Itautec. A CCDI ficou com uma área de 87 mil metros quadrados, perto do metrô Tatuapé, avaliada entre R$ 43,5 milhões e R$ 52,2 milhões.Segundo a reportagem apurou, a CCDI tem planos para construir de 7 a 16 torres no terreno. Os apartamentos teriam área mínima de 100 metros quadrados e poderiam chegar a 200 metros quadrados caso a empresa perceba que há mercado para imóveis maiores. Estima-se que o valor do empreendimento pode chegar a R$ 600 milhões.O espaço para as obras está sendo aberto pela mudança da fábrica da Itautec para Jundiaí. Com a saída da fábrica, o grupo Itaú pôde ceder dois terços do terreno para a CCDI e também usar sua parte no imóvel para transferir funcionários que trabalhavam no edifício do BankBoston, na avenida Luiz Carlos Berrini. O Itaú comprou o BankBoston em 2006 e agora está vendendo o prédio.A sede do BankBoston foi erguida durante a gestão do presidente Henrique Meirelles, hoje no Banco Central. Inaugurado em 2002, o prédio é uma das construções mais sofisticadas (e caras) de São Paulo. Com uma área de 40 mil metros quadrados, o edifício tem uma arquitetura arrojada, tecnologia de ponta e detalhes como espelhos d'água, riacho com cascata e jardim com árvores nativas.A obra custou R$ 370 milhões, mas no mercado imobiliário avalia-se que o Itaú não conseguirá vender o prédio por tanto dinheiro. As estimativas variam de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões. Os mil funcionários que ainda estão no prédio serão transferidos em 90 dias.

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