Japão aprova pacote de estímulo de US$ 29 bilhões

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, aprovou neste sábado um pacote de estímulo de US$ 29,17 bilhões que tem como objetivo incentivar o consumo e a atividade econômica regional, numa tentativa de fazer o país superar a recessão. O plano de gastos se concentra em pequenas empresas, comunidades rurais e reconstrução de áreas devastadas por catástrofes naturais.

Estadão Conteúdo

27 Dezembro 2014 | 09h37

A aprovação do pacote foi o primeiro ato relevante do governo Abe desde que seu partido foi reeleito neste mês, numa votação que foi considerada um referendo da política econômica em vigor.

Durante a campanha eleitoral, Abe prometeu distribuir recursos financeiros para regiões fora de Tóquio e auxiliar empresas e consumidores afetados pela forte desvalorização do iene frente ao dólar.

Cerca de metade do montante previsto no plano irá para esforços de reconstrução em áreas atingidas por desastres naturais. O governo vai também fornecer subsídios a municípios para estimular o consumo e oferecer ajuda a famílias de baixa renda.

O Japão voltou à recessão no terceiro trimestre, após um aumento do imposto sobre vendas, anunciado em abril, mostrar forte impacto no consumo. A próxima elevação do imposto, que estava programada para outubro de 2015, será adiada.

O programa econômico do governo, apelidado como "Abenomics", combina estímulos monetários e fiscais, além de mudanças estruturais. As compras de ativos pelo Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), num processo conhecido como relaxamento quantitativo, levaram o iene a perder mais de um terço de seu valor ante o dólar desde que Abe assumiu o poder, em dezembro de 2012.

Embora os exportadores tenham sido beneficiados pela desvalorização do iene e os lucros das empresas tenham avançado a níveis recordes, a fraqueza da moeda afetou firmas menores e consumidores ao inflar os custos das importações.

Em comunicado divulgado hoje, o governo japonês também prometeu seguir adiante com mudanças estruturais nas áreas de saúde, agricultura, energia e trabalhista. Fonte: Dow Jones Newswires.

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