Japão está saindo da deflação, diz presidente do BoJ

O Japão está saindo gradualmente de um prolongado período de deflação que prejudicou a economia do país, sufocou investimentos e pressionou os salários, disse o presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda, no sábado.

Estadão Conteúdo

23 de agosto de 2014 | 18h17

Em discurso durante a conferência anual de Jackson Hole, nos Estados Unidos, Kuroda disse que, diferente dos Estados Unidos e da Europa, o Japão não está lutando contra o desemprego, que atualmente está em 3,7%.

Entretanto, ele disse que a deflação levou a duas outras formas de mal-estar econômico que continuam a incomodar a economia japonesa, as quais Kuroda disse estar tratando, com as agressivas políticas econômicas em andamento.

"As práticas de fixação de salários mudaram durante o prolongado período de deflação. Salários de empregados regulares tendem a refletir as condições do mercado de trabalho muito lentamente", disse. "Algum tipo de mecanismo, como a mão ''visível'', é necessário para elevar os salários."

Parte desse mecanismo está no afrouxamento monetário agressivo do banco central, que indica que tomará todas as medidas necessárias para que a taxa de inflação japonesa retorne ao patamar de 2%, depois de duas décadas de quedas nos preços e nos salários. "A meta de estabilidade dos preços do Banco do Japão pode servir como referência para a fixação dos salários das empresas", disse Kuroda.

Ele acrescentou que as políticas estão gerando um impacto tangível nas condições econômicas, com a melhora das condições do mercado de trabalho e as empresas mostrando uma maior propensão a investir.

Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
Japãodeflação

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.