JBS e Cruzeiro do Sul definem preço de emissão de ações

 Expectativa do mercado para ambas as captações, porém, é grande

Vinícius Pinheiro, da Agência Estado ,

26 de abril de 2010 | 08h55

O calendário de ofertas de ações reserva para esta semana apenas operações de empresas que já possuem papéis listados na bolsa (follow ons). A expectativa do mercado para ambas as captações, porém, é grande.

 

Amanhã está prevista a definição do preço da oferta da JBS Friboi. Na época do anúncio da captação, as ações do frigorífico chegaram a cair mais de 20%. Os investidores foram pegos de surpresa com a mudança de planos da companhia, que originalmente pretendia realizar a abertura de capital da subsidiária norte-americana JBS USA.

 

O mercado também reagiu mal ao anúncio de que a JBS faria uma oferta secundária, com a venda de parte das ações dos controladores. O mercado costuma interpretar esse tipo de operação como um sinal de que os principais acionistas da empresa consideram o preço atual atrativo para venda e que o potencial de alta das ações é baixo.

 

Diante da repercussão ruim, a empresa reduziu o tamanho da oferta e os controladores desistiram de vender seus papéis, o que levou as ações da JBS a recuperarem parte das perdas. Com base na cotação de sexta-feira (R$ 8,50), a operação pode chegar a R$ 2,295 bilhões.

 

Na quarta-feira, o Cruzeiro do Sul fecha o preço da emissão primária e secundária, que pode chegar a R$ 414 milhões, caso a ação saia pelo preço do fechamento de sexta-feira (R$ 12,18).

 

Conforme informou a Agência Estado na segunda-feira passaada, o BTG Pactual, um dos coordenadores da oferta do Cruzeiro do Sul, pode ser um dos maiores ganhadores com a venda dos papéis do banco. O BTG pode receber R$ 95 milhões com a venda de uma participação de 2,9% no capital do Cruzeiro do Sul e a liquidação antecipada de uma operação de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) mantida com os controladores do Cruzeiro do Sul.

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