Jobim quer participação de estrangeiros nas aéreas

Ministro da Defesa, porém, descarta abertura total do mercado de aviação civil no Brasil

Alberto Komatsu, do Estadão,

15 de novembro de 2007 | 16h56

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, descartou nesta quinta-feira, 15, a abertura total do mercado de aviação civil no Brasil a companhias aéreas estrangeiras. "A abertura do céu brasileiro às companhias estrangeiras pode levar à quebra das empresas brasileiras", afirmou Jobim, em entrevista coletiva concedida após a abertura da IV Conferência do Forte de Copacabana: "Segurança Internacional - Um diálogo Europa - América do Sul", realizada no Rio.   Jobim usou como referência os Estados Unidos, o maior mercado do mundo da aviação comercial, que não adotou a liberdade de mercado. "Isso é uma coisa perigosa em termos de segurança, inclusive nacional", acrescentou.   Mesmo assim, defendeu a participação do capital estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras para incentivar a concorrência no setor. Jobim também mostrou-se favorável ao projeto de lei que amplia de 20% para 49% a participação de capital vindo do exterior na aviação nacional. O ministro afirmou que dá total apoio a discussão da proposta no Congresso.   O ministro fez um balanço positivo da situação dos aeroportos no feriado e disse que espera uma solução para os passageiros da BRA que ainda têm passagens para voar até março do ano que vem, após a OceanAir ter informado que só havia garantia para os passageiros de vôos fretados da BRA.   "Espero que caminhemos para uma solução nesse sentido. Por enquanto ainda está naquela fase de disputa das duas empresas para o fechamento dos negócios. Então, você tem esse tipo de linguagem. Mas eu tenho confiança que logo a seguir vai se compor também a solução dos demais (passageiros de vôos regulares), que é o interesse que temos", disse Jobim.   Na terça-feira, Jobim defendeu a existência de "quatro ou cinco" empresas aéreas fortes para assegurar competitividade ao mercado - o que beneficiaria os passageiros, segundo o ministro. "Quando há fusão de empresas, elas passam a ter mais envergadura", disse.   "Temos duas grandes empresas com envergadura e duas grandes empresas pequenas, e a fusão, nesse momento, é importante para criar essa envergadura", afirmou. Sobre o fato de o desaparecimento de mais uma empresa do mercado, a BRA, fortalecer o duopólio TAM e Gol, o ministro disse que isso o preocupava, mas salientou que, neste ponto, o governo não poderia interferir. "São coisas em que não podemos intervir claramente porque é questão de mercado", ressaltou.   Com reportagem de Tânia Monteiro, do Estadão

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