JP recomenda manutenção de títulos emergentes

Maior risco da dívida emergente, segundo o banco, é a reestruturação do Dubai World

Marcílio Souza, da Agência Estado,

26 de fevereiro de 2010 | 15h23

O JPMorgan recomendou hoje a manutenção de uma posição overweight no índice de bônus corporativos de mercados emergentes do banco (Cembi), em relação tanto ao índice global de bônus de mercados emergentes (Embig) quanto ao índice Juli, que reúne bônus corporativos dos EUA com grau de investimento.

 

A recomendação ocorre apesar da maior volatilidade agora nos mercados de crédito, com a capacidade de crédito de diversos países europeus sendo colocada à prova, principalmente da Grécia.

 

"O índice corporativo que acompanhamos é menos vulnerável aos principais riscos que atualmente estão presentes nos mercados (incluindo a Grécia, os ambientes políticos incertos e a política monetária dos EUA)", disse o JPMorgan.

 

O banco disse que prossegue a onda de novas emissões de bônus por parte de empresas de países em desenvolvimento e que a demanda também segue forte.

 

Até o momento neste ano, os bônus corporativos de mercados emergentes estão entre os ativos com melhor desempenho. O Cembi gerou um retorno total de 2%, ante 0,6% do Embig e 1,3% do Juli.

 

O maior risco da dívida emergente, segundo o banco, é a reestruturação do Dubai World. A incerteza aí, afirma, deverá manter alta a volatilidade no Oriente Médio por enquanto. As informações são da Dow Jones.

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