Juiz decide a favor do Barclays em processo movido pelo Lehman

Processo acusava o banco britânico de ter negociado um desconto secreto quando comprou uma unidade do Lehman, em 2008

Danielle Chaves, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2011 | 09h43

O juiz James Peck, do Tribunal de Concordata dos EUA em Manhattan, decidiu a favor do Barclays PLC em um processo multibilionário movido pelo Lehman Brothers contra o banco britânico. O processo acusava o Barclays de ter negociado um desconto secreto quando comprou uma unidade do Lehman, em 2008.

Peck afirmou que, embora a tumultuada venda tenha sido "imperfeita", as evidências não o convenceram a revisar a transação. O Lehman pretendia receber mais de US$ 11 bilhões no que dizia ser "ganhos desonestos" obtidos pelo Barclays.

"O tribunal conclui que as deficiências de informações na audiência da venda não afetaram a integridade ou alteraram o resultado da audiência e não foram caracterizadas por retenção de informações substanciais deliberadamente ou por má conduta intencional", escreveu o juiz.

Durante meses o Barclays argumentou que as duas partes negociaram com boa fé e que o acordo, aprovado por Peck apenas dias depois de o Lehman entrar em colapso, era a melhor opção para o banco de investimento norte-americano.

O Lehman, por sua parte, afirmava que, nos tumultuados dias de setembro de 2008, quando o Barclays finalizou a compra de sua corretora, o banco britânico exigiu mais ativos e negociou com alguns executivos do Lehman um desconto de US$ 5 bilhões. As informações são da Dow Jones.

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