Julio Simões quer abrir capital para ampliar serviços

A Julio Simões Logística já protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a minuta do prospecto para distribuição primária e secundária de ações ordinárias. A coordenação da venda de ações ficará a cargo do Bradesco BBI, que será o líder da operação, e do Credit Suisse Brasil.

Michelly Chaves Teixeira, da Agência Estado,

12 de fevereiro de 2010 | 19h24


Um dos planos da Julio Simões, conforme o prospecto preliminar da oferta de ações, é acelerar seu crescimento por meio de aquisições no setor logístico. "Focaremos na geração de valor por meio de aquisições que apresentem retornos adequados, de empresas cujo perfil seja complementar ao nosso ou que atuem em regiões e nichos de mercado que nos sejam vantajosos", disse a empresa no documento.

 

A companhia quer introduzir novos serviços em seu portfólio. Como hoje seu negócio é calcado no modal rodoviário, seu objetivo será integrar diferentes modais para atividades de transbordo. A empresa também pretende expandir sua atuação na cadeia logística por meio da implementação de sistema de distribuição urbana com roteirização de entregas. Isso será conseguido, segundo a companhia, pela implantação de seu terminal intermodal em Itaquaquecetuba, em São Paulo, atualmente em curso.

 

Além de ampliar seu portfólio de serviços e ir às compras, a empresa quer usar os recursos provenientes da oferta - captados diretamente no mercado e por meio da venda de fatia de sócios -para melhorar seu perfil de endividamento. Para isso, a empresa quer baixar seus níveis de alavancagem financeira e fortalecer seu caixa.

 

A companhia continuará sendo controlada pelo mesmo acionista. Hoje, a Julio Simões Participações detém 74,02% das 139.151.803 ações ordinárias da companhia. São sete os acionistas que compõem este veículo de investimento. O acionista Fernando Antonio Simões tem 13,52% da empresa e outros investidores, 12,46%.

 

Haverá um esforço de venda de ações no exterior, o que pode deixar a operadora logística exposta a riscos como cambiais. Dentre os fatores de risco, a Julio Simões destaca, também, que não existe hoje um mercado líquido para ações deste setor.

 

A empresa encerrou o ano de 2009 com uma receita líquida de R$ 1,477 bilhão, discreta baixa de 0,06% ante o faturamento de 2008. Porém, desde 2007, o crescimento médio anual foi de 19,9%, indicou a Julio Simões, em seu prospecto preliminar. A geração de caixa medida pelo Ebitda, por sua vez, ficou em R$ 240,2 milhões, alta de quase 7% ante a marca de 2008.

 

Fundada em 1956, a Julio Simões começou a operar com transporte de produtos hortifrutigranjeiros. Depois, direcionou seu foco ao transporte de cargas, principalmente ferro, aço e cargas pesadas. Nos anos 80, passou a trabalhar com terceirização de frotas e transporte de passageiros. E a partir de 2000, por meio da compra de empresas, a Julio Simões começou a oferecer serviços integrados de logística.

 

 

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