Juro abre estável a semana em que Copom decide Selic

A projeção dos juros nos contratos futuros de DI (depósitos interfinanceiros) na Bolsa de Mercadorias & Futuros encontra-se estável na abertura dos negócios. O vencimento de janeiro de 2007 projetava taxa de 15,19% às 10h20, no mesmo nível do fechamento de sexta-feira. Esta é a semana forte para o mercado de juros, com o dia D marcado para quarta-feira (8), quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidirá, após o fechamento dos negócios, a taxa Selic a vigorar até 19 de abril - hoje o juro básico está em 17,25% ao ano. Como acontece com freqüência, nesses três dias úteis que faltam para a decisão, pode haver a corrida de última hora em direção à aposta surpresa, que no caso é a da redução de 1 ponto porcentual. Até sexta-feira, a curva de juros apontava cerca de 30% de chances de ser esta a decisão do Copom; a precificação maior, porém, continuava sendo de redução de 0,75 pp, nos mesmos moldes da última. A corrida de última hora, se houver, terá como aliada reportagem publicada hoje na imprensa dando conta de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria cobrado do presidente do BC, Henrique Meirelles (em reunião também com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na última quinta-feira), uma queda de 1 ponto na Selic. A inflação tem jogado a favor do corte de juros e hoje mais um índice veio bem: o IPC-Fipe de fevereiro fechou com deflação de 0,03%, dentro das estimativas de analistas consultados pelo AE Projeções (de -0,12% a 0,05%, com mediana de -0,06%). Em janeiro, o IPC tinha fechado com variação positiva de 0,5%. A pesquisa Focus divulgada esta manhã também refletiu o otimismo do mercado com o comportamento da inflação. Praticamente todas as projeções recuaram (exceção para 2007, que se manteve estável e para março, que subiu). Em relação à decisão do Copom, porém, a Focus ratificou a expectativa majoritária de queda de 0,75 pp. As atas do Copom, conforme entendimento do mercado, já sinalizaram que o nível de atividade não é hoje um foco de pressão sobre a política monetária - e portanto, não é obstáculo à continuidade da queda do juro básico.

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