Juro cai na BM&F com piora externa

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) mais liquidez na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) abriu em alta por dois motivos: a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), de reduzir o juro básico (Selic) em 0,25 ponto porcentual, na quarta-feira, e a piora do comportamento no mercado norte-americano, ontem, quando não houve negócios na BM&F. Mas, na avaliação de profissionais, essa alta seria temporária. E, às 10h23, o DI com vencimento em janeiro de 2008 projetava taxa de 12,40% ao ano, ante 12,43% de quarta-feira. O placar divido da reunião do Copom (5 a 3 a favor do 0,25 pp) e o tom do comunicado da decisão deixa os participantes do mercado mais confiantes em apostar em uma queda mais intensa da Selic ao longo de 2007. "O Copom pode até ter decepcionado optando pelo 0,25 ponto, mas deu sinais importantes ao mercado de que não vale a pena abrir muito as taxas futuras", afirma um operador. Hoje, no entanto, o movimento do mercado deve ficar muito atrelado ao rumo do cenário internacional. Ontem, as bolsas norte-americanas encerraram o pregão em queda, em reação ao indicador de vendas de imóveis residenciais usados em dezembro (-0,8%). O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,94% e o Nasdaq recuou 1,30%. Os participantes de mercado mostraram-se muito preocupados com os indicadores de moradia nos EUA, o que aumenta as expectativas para o indicador de imóveis novos, que sai hoje às 13 horas.

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