Juro cai pouco, atrelado a sinais de fraqueza da economia

O mercado de juros manteve uma trajetória de baixa discreta das taxas durante a manhã, ainda baseado nos fundamentos favoráveis para a continuidade da redução dos juros básicos pelo Banco Central. O receio no exterior de uma desaceleração mais acentuada da economia norte-americana, que impediu uma reação positiva dos mercados internacionais aos indicadores divulgados esta manhã nos EUA, não está interferindo nos negócios no segmento de juros domésticos, segundo profissionais. O mercado amplia, aos poucos, a precificação de um corte da taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). O contrato futuro de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento mais curto na Bolsa de Mercadorias & Futuros já demonstra que as apostas estão divididas entre um corte de 0,25 ponto e 0,5 ponto porcentual. Hoje a taxa Selic está em 14,25% ao ano. A queda das vendas do comércio varejista em julho, de 0,45% segundo o IBGE, um desempenho muito pior do que o esperado, reafirma a avaliação de que o alívio monetário deverá prosseguir. E só não gerou uma queda mais intensa dos juros, segundo operadores, porque há uma correção técnica nesse mercado, que vem excessivamente apostando na baixa das taxas. A preocupação de que o enfraquecimento econômico mundial venha a comprometer o fluxo de recursos para os países emergentes não afeta, por ora, o mercado de juros, mas é monitorado. Às 11h45, na BM&F, o DI com vencimento em janeiro de 2008 tinha taxa de 13,58% ao ano, estável em relação a ontem.

Agencia Estado,

19 de setembro de 2006 | 11h47

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