Juro de curto prazo fecha em baixa com 'efeito Bevilaqua'

O mercado de juros reagiu hoje ao que classificou de "efeito Bevilaqua". A confirmação ontem à noite da saída do diretor de Política Econômica do Banco Central, Afonso Bevilaqua, mesmo que totalmente esperada pelo mercado, foi apontada como um argumento para apostas na aceleração do ritmo de corte na taxa básica de juros (Selic, atualmente em 13% ao ano). Investidores aplicaram nos contratos de curto prazo, com vencimentos até janeiro de 2008, o que provocou queda das respectivas taxas de juros. Na contramão, os contratos mais longos subiram, refletindo, em parte, o risco implícito em uma eventual aceleração no ritmo de corte da Selic. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, tradicionalmente o mais negociado, fechou projetando taxa de 12,11% ao ano, ante taxa de 12,16% ao ano projetada no encerramento dos negócios ontem. Já o DI para janeiro de 2009, também bastante negociado, terminou o dia com taxa de 12,09% ao ano, ante taxa de 12,05% ao ano do fechamento de ontem. Bevilaqua era considerado o principal arquiteto da estratégia monetária do BC nos últimos anos. Afora isso, permanece o debate sobre o tipo de pouso (suave ou forçado) da economia norte-americana, ampliando as incertezas nos negócios.

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