Juro de títulos americanos cai com restrições impostas na Alemanha

Os preços dos Treasuries (títutlos públicos norte-americanos) avançaram, com respectivo movimento inverso dos juros, diante da notícia de que a Alemanha pretende impor restrições às vendas a descoberto no país. "Mais incerteza em relação a quais são as regras do jogo na Europa equivale a um declínio no euro e a preços mais altos para os Treasuries", disse Chris Bury, codiretor de negociações com juros da Jefferies & Co.

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

18 de maio de 2010 | 19h28

Segundo o Ministério de Finanças da Alemanha, o governo proibirá a prática do "naked short selling" com as ações de 10 das principais instituições financeiras do país e com os credit default swaps (CDS) de bônus soberanos da zona do euro a partir da 0h de quarta-feira. O "naked short selling" ocorre quando um participante do mercado vende a descoberto um ativo financeiro sem antes ter tomado emprestado esse ativo ou sem ter garantias de que poderia realizar tal empréstimo.

Segundo Brian Varga, diretor de negociações com Treasuries no Standard Chartered, "os mercados prefeririam que os líderes europeus abordassem o problema real - não os especuladores, mas os desequilíbrios econômicos". Ele acrescentou que a notícia da limitação às vendas a descoberto "injeta uma incerteza desnecessária em mercados instáveis" e que o efeito colateral desse anúncio será um aumento nos custos de financiamento.

No final da tarde em Nova York, os juros projetados pelos T-bonds de 30 anos estavam em 4,255%, de 4,355% na segunda-feira; os juros das T-notes de 10 anos estavam em 3,375%, de 3,481% ontem; os juros das T-notes de 2 anos estavam em 0,741%, de 0,801% na segunda-feira.

O yield (taxa de retorno) da T-note de 10 anos, que serve de referência para os juros adotados em empréstimos aos consumidores e às empresas, tocou a mínima intraday de 3,363% depois de o euro atingir seu menor nível em relação ao dólar desde abril de 2006.

 As informações são da Dow Jones.

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