Juro ensaia melhora e abre em baixa na BM&F

As principais taxas futuras de juros abriam em queda na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Às 10h21, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008 projetava taxa de 12,41% ao ano, ante 12,44% ao ano do fechamento de sexta-feira; o DI para janeiro de 2009 estava a 12,31% ao ano na comparação com 12,34% ao ano. Os juros futuros ensaiam melhora à pressão verificada na semana passada, quando as incertezas do cenário externo e a produção industrial acima das expectativas provocaram correção das taxas. Mas o mercado não está confortável para retomar movimentos firmes de redução de taxas, e os DIs devem oscilar em torno dos patamares da sessão anterior. "O mercado está ressabiado, mas melhor do que fechou na sexta-feira", disse um operador. A notícia de que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) até 7 de janeiro, de 0,86%, superou o teto das estimativas dos analistas, é negativa, mas já esperada por conta do comportamento dos preços dos alimentos. O índice anterior havia registrado alta de 0,63% até 31 de dezembro. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IPC-S de até o último dia 7 é a maior taxa do indicador desde a terceira semana de maio de 2005, quando subiu 0,99%. Já a pesquisa Focus também divulgada hoje não trouxe alterações significativas nas projeções. As estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2007 e 2006 foram mantidas em 4% e 3,11%, respectivamente. No que se refere à atividade, a mediana das projeções para a produção industrial em 2006 avançou de 3,08% para 3,09%. Para 2007, as expectativas foram mantidas em 4%. O mercado reviu de 2,74% para 2,73% o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006. Segundo fontes, o mercado não deverá ter oscilações bruscas, em função da agenda fraca de indicadores norte-americanos esta semana, especialmente a ausência de dados da inflação. A relevância dos índices de preços foi renovada após a divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) na semana passada, na qual as autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mostraram-se preocupadas com o atual comportamento de preços.

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