Juro fica estável com novo desenho do quadro externo

O mercado doméstico de juros abriu tranqüilo hoje, dando continuidade ao recuo das taxas dos ativos de prazos mais longos, a despeito de uma certa realização de lucros nos mercados internacionais (bolsas européias e índices futuros em Nova York operando em pequena baixa). O petróleo mantém sua trajetória de queda forte. Dados divulgados mais cedo sobre pedidos de auxílio-desemprego nos EUA contiveram um pouco a queda observada nos juros dos títulos do Tesouro americano. O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana até 12 de agosto caiu 10 mil (para 312 mil), quando o mercado contava com uma queda bem menor, apenas mil, para 318 mil pedidos. É um dado positivo para a atividade econômica, depois dos divulgados ontem apontando desaceleração. Entretanto, não chega a ter peso tão forte para o cenário desenhado desde ontem, que aponta desaceleração da economia norte-americana, limitando a pressão inflacionária. No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o juro do contrato de DI (depósito interfinanceiro) de vencimento em janeiro de 2008 estava em 14,32% ao ano às 10h05, ante 14,33% ao ano do fechamento de ontem. Vencimentos mais longos mostraram queda um pouco maior. A tendência para os juros domésticos é favorável, de baixa, com um cenário externo apontando para manutenção, por mais tempo, do atual nível do juro básico nos EUA. E a trajetória de baixa do dólar aqui só confirma isso, retirando pressões inflacionárias maiores da linha do horizonte. Resta que os próximos indicadores norte-americanos confirmem o desenho que se esboça agora. Isso não é completamente garantido.

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