Juro futuro abre com pouca variação e monitora EUA

Os juros abriram com poucos negócios e ainda menos movimentações no mercado eletrônico na manhã desta terça-feira. A taxa futura do depósito interfinanceiro (DI) de janeiro de 2008 (o mais negociado) chegou a subir a 15,72%, ante fechamento ontem de 15,71%. Porém, na abertura dos negócios, recuava a 15,69%. Segundo um operador, as taxas não têm força para subir ou cair mais porque os indicadores que medem o comportamento da economia americana ainda são conflitantes. ?A cada dia, um novo dado deixa os mercados ainda mais em dúvida?, considerou. Apesar do pouco movimento verificado até o momento, ainda há espaço para muita volatilidade até que o teto dos juros seja atingido nos Estados Unidos. ?Não só lá. Muitos países vêm aumentando suas taxas e precisamos saber qual será o efeito disto para as economias?, salientou. Hoje mesmo, a Suécia elevou em 0,25 ponto porcentual a taxa de recompra do banco central, para 2,25%. Vale lembrar que este movimento não foi pontual e que os BCs de países como Índia, Coréia do Sul e África do Sul, entre outros, também subiram suas taxas de juros este mês. Não há, no entanto, nenhum fato forte para se apegar. A agenda dos EUA é fraca esta semana e a doméstica está cheia, mas com poucos indicadores que realmente prenderão a atenção dos mercados. A inflação parece estar sob controle (principalmente a do consumidor) e não há grandes preocupações em relação às transações correntes e desemprego, que serão divulgados amanhã e depois. O grande evento doméstico da semana, a determinação da meta de inflação de 2008 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), foi transferido de quinta-feira para quarta da semana que vem.

Agencia Estado,

20 de junho de 2006 | 10h05

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