Juro futuro abre em alta com PIB e relatório de inflação

O mercado de juros abriu em alta na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em reação ao noticiário positivo desta manhã. Mas, ainda assim, o mercado de juros deve manter-se em compasso de espera, assim como os demais segmentos de negócios, pelo depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke. O relatório de inflação - mostrando recuo nas projeções de prazo mais longo de inflação - e a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2006 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) uma taxa mais forte do que a esperada - são boas notícias, mas não eliminam o clima de expectativa em relação ao cenário internacional. Dessa forma, as taxas futuras de juros registram ligeira alta: às 10h24, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 tinha taxa de 11,71% ao ano, ante 11,68%; o DI para janeiro de 2010 projetava taxa de 11,68% ao ano (11,64% de ontem). O relatório de inflação, divulgado pelo Banco Central (BC) referente ao primeiro trimestre do ano confirmou a expectativa dos analistas e mostrou ligeira correção das projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, especialmente as mais longas) e do PIB. Também esta manhã, o IBGE divulgou a revisão do PIB de 2006, que teve sua taxa de crescimento elevada de 2,9% para 3,7%. O mercado previa uma elevação para até 3,5%. Desta vez, no entanto, o mercado não mostrou o mesmo entusiasmo verificado na semana passada, quando o IBGE mostrou a nova série do PIB - e trouxe a perspectiva de melhora de alguns importantes indicadores econômicos, como a relação dívida/PIB. Talvez, porque essa alteração já tenha sido precificada. Mas também porque quem definirá o humor do dia é o presidente do Fed.

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