Juro futuro abre em baixa, acompanhando Wall Street

O mercado de juros abre os negócios hoje ainda atrelado ao comportamento do cenário internacional. As taxas projetadas pelos contratos futuros de depósitos interfinanceiros (DI) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) iniciaram o pregão eletrônico em queda, acompanhando o clima mais ameno no exterior. O DI com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado, tinha taxa de 12,43% ao ano às 10h15, ante fechamento ontem a 12,47% ao ano. Em Wall Street, o índice Nasdaq futuro avançava 0,26% no mesmo horário e o índice futuro S&P 500 tinha alta de 0,25%, reagindo aos preços comportados das commodities metálicas, que estão próximos à estabilidade, e ao petróleo, que recuava mais de 1%. A notícia que poderia abalar essa tranqüilidade é o anúncio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de que vai nacionalizar o setor de energia e de telecomunicações do país. Por enquanto, os mercados não exibiram reação. Mas, dizem operadores, dependendo de como a questão evoluir, é possível que haja algum tipo de contágio no mercado local. "Ainda é cedo para essa questão contaminar o Brasil, mas isso pode acontecer, dependendo da evolução dessa situação", afirma um operador. Além do cenário internacional, o mercado de juros tem mostrado reação aos recentes indicadores de inflação, que têm superado as previsões de mercado. Essa elevação dos preços é considerada sazonal e, portanto, passageira. Mas, aliada a alguns sinais de crescimento da economia no final de 2006 e início deste ano, alimenta a idéia de que o Banco Central pode, enfim, desacelerar o processo de corte de juros. Ou seja, o mercado está vendo agora uma grande probabilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, na reunião dos dias 23 e 24 de janeiro.

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