Juro futuro abre em baixa e projeta taxa de 15,74%

A calmaria foi ontem e hoje volta a tempestade. Os mercados internacionais retornaram do feriado de ontem em Nova York e Londres dispostos a se defenderem novamente, ante as incertezas em relação à política de juros norte-americana e a agenda carregada desta semana. É "mais do mesmo". O mercado de juros doméstico reflete este movimento e volta a registrar alta nas taxas de depósito interfinanceiro (DI) futuro (15,74% na abertura). Às 10h14, o DI com vencimento para janeiro de 2008 (o mais negociado) projetava taxa de 15,69%, ante 15,57%. Ontem, com a ausência de investidores estrangeiros, boa parte dos locais presentes ao mercado aproveitou a recuperação vista por dois dias seguidos para zerar ou reduzir posições, já antecipando uma atitude de cautela. Mas a liquidez foi bem fraca. Hoje o mercado volta com força à cena da volatilidade. Na agenda de hoje nos EUA, será divulgado o índice de confiança do consumidor de abril às 11 horas. O Federal Reserve (banco central dos EUA) de Dallas divulga o índice de atividade industrial regional de maio às 11h30. As 13 horas, o Fed de Chicago divulga o índice de atividade industrial da região Meio-Oeste dos EUA referente a abril. Além disso, o presidente dos EUA, George W. Bush deve indicar o hoje presidente e executivo-chefe do Goldman Sachs Group, Henry M. Paulson, para suceder o secretário do Tesouro, John Snow, de acordo com uma autoridade da Casa Branca. A mudança também traz volatilidade aos mercados neste começo de terça-feira. Mais cedo foi divulgado o IGP-M de maio, que não trouxe surpresas. O índice ficou em +0,38%, ante -0,42% em abril, um resultado levemente abaixo da mediana das expectativas (0,40%). Analistas já esperam que o IGP-M interrompesse sua seqüência de quedas por causa principalmente do comportamento dos preços agrícolas no atacado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.