Juro futuro abre em baixa, mas deve haver oscilações

A definição de que haverá um segundo turno na eleição presidencial disputado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo tucano Geraldo Alckmin não foi considerada uma má notícia para o mercado de juros. Com um porcentual de votos superior a 40%, o mercado deve colocar no preço a hipótese de uma vitória de Alckmin agora. No entanto, não significa que a reação do mercado será de entusiasmo. Operadores prevêem dias de muita volatilidade, porque o embate será duro. "Haverá muita pancadaria entre oposição e governo e o mercado vai oscilar como uma montanha-russa", diz um operador. "É muito difícil enxergar uma tendência para o mercado agora", comenta outro profissional. Hoje, os juros futuros devem acompanhar de perto a oscilação do dólar que, na opinião dos operadores, é o ativo que indicará com mais sensibilidade a reação do mercado ao noticiário político. "Agora, a eleição volta a ser o principal evento para os mercados financeiros", diz um operador. A pesquisa Focus, divulgada esta manhã pelo Banco Central, não trouxe nenhuma alteração importante nas projeções de mercado. A projeção para a taxa Selic no final deste ano permaneceu estável em 13,5% ao ano e, para o final de 2007, em 12,50%. Para o IPCA 2006, as projeções caíram de 3,03% para 2,98%. No sistema eletrônico GTS da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o juro projetado pelo contrato futuro de DI (depósito interfinanceiro) com vencimento em janeiro de 2008 estava em 13,55% ao ano às 9h50, ante fechamento na sexta-feira passada a 13,60% ao ano.

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