Juro futuro abre em baixa, mas dia pode ser volátil

O mercado futuro de juros começou o dia dando continuidade à recuperação vista ontem. Às 9h30, foi divulgado o indicador mais esperado do dia: o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE) nos Estados Unidos, que ficou em 0,6% em abril, abaixo da previsão de 0,7%. O núcleo do índice, que exclui itens relacionados a energia e alimentos, subiu 0,2% em abril, de 0,3% em março. A previsão era elevação de 0,2%. Mas, na comparação anualizada, o núcleo avançou 2,1% em abril, acima do teto de conforto do Fed (2%) para a inflação, após um aumento de 2% em março. A alta anualizada do índice de preços ao consumidor (CPI) foi de 2,3%. A primeira reação do contrato de depósito interfinanceiro (DI) após a divulgação do PCE foi de buscar as taxas mínimas. A taxa do DI com vencimento em janeiro de 2008 (o mais negociado) na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) chegou a bater a mínima de 15,50% após o dado (antes, estava em 15,60%). Em seguida, no entanto, a partir da hesitação dos mercados lá fora no momento de olhar a alta anualizada do índice, o mercado aqui também freou um pouco o seu ímpeto de baixa. O juro do DI com vencimento para janeiro de 2008 voltou para perto de onde estava antes (15,60%), depois caiu novamente para o patamar de 15,52%/15,53%. Às 10h25, o DI projetava taxa de 15,59%. Nos Estados Unidos, o juro do título de 10 anos do Tesouro virou e passou a cair 0,12%, a 5,0591%.

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