Juro futuro abre em leve alta com preocupação externa

O dia não é inspirador quando se olha para fora e se vê os índices futuros de Wall Street em queda, ante a preocupação com os balanços financeiros do segundo trimestre. A terça-feira é vazia de agenda, mas os mercados externos carregam a decepção com a Alcoa - cujo lucro veio em linha ao previsto, mas as vendas ficaram abaixo da estimativa de US$ 8,01 bilhões - e com a Lucent Technologies, que revisou para baixo estimativas de lucro e receita. O mau humor está instalado e é cedo para se dizer se será revertido ao longo do período de negócios. O mercado doméstico de juros abriu os negócios no pregão eletrônico GTS da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) dentro da estabilidade. Mas registrava às 10 horas leve alta nas taxas dos contratos de prazos mais longos. De todos os segmentos aqui, o mercado de juros tem sido o mais resistente à piora, favorecido pela inflação muito bem comportada e pela perspectiva de continuidade da queda do juro básico da economia brasileira. Além disso, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) se aproxima (dias 18 e 19) e há uma perspectiva consensual de queda de 0,50 ponto porcentual na Selic. A discussão, agora, nem é mais sobre esta reunião, mas sobre a seguinte (29 e 30 de agosto). O mercado está dividido entre considerar uma nova baixa de 0,50 ponto ou uma redução de 0,25 ponto no final do mês que vem. ÀS 10h14, o juro do contrato de depósito interfinanceiro (DI) de janeiro/08 (o mais negociado) estava em 14,82%, ante 14,78% ontem. Pode subir um pouco, se o dólar ficar mais pressionado. Isso talvez estimulasse um movimento de realização de lucros no DI, cujas taxas cederam bastante desde sexta-feira. Mas é difícil o mercado de juros piorar muito sem um fato bombástico que mexa com as expectativas.

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