Juro futuro abre em leve alta, mas tendência é de recuo

O mercado de juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) subia na abertura dos negócios. Às 10h16, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) mais negociado - com vencimento para janeiro de 2008 - estava a 14,6% ao ano. No fechamento de sexta-feira, este mesmo DI terminou a 14,58% ao ano. Porém, a expectativa é que os juros futuros operem entre a estabilidade e a leve baixa nos contratos de DI futuros mais longos (e estabilidade nos curtos). O dia é fraco de agenda, no Brasil e no exterior, mas a semana é forte. Amanhã saem os dados de renda pessoal e o índice de preços de gastos com consumo (PCE) em junho, bem como o índice ISM de atividade e, na sexta-feira, será divulgado o payroll (vagas criadas no mercado de trabalho). São dados poderosos para afinar as apostas dos mercados para a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) da semana que vem. E desde o resultado do PIB do segundo trimestre, mais fraco do que o esperado, houve crescimento das apostas de que pode haver uma pausa na alta dos juros norte-americanos desde já. Assim, a menos que os dados e eventos hoje nos EUA tragam impacto importante aos mercados em Nova York, os negócios devem permanecer em compasso de espera pelos dados de amanhã. Nesta segunda-feira, os destaques lá fora são o índice de atividade dos Gerentes de Compra de Chicago, às 11 horas, e a fala de duas autoridades do Fed (o banco central dos Estados Unidos): o presidente do Federal Reserve Bank de St. Louis, William Poole, às 9h10, e a presidente do Fed de San Francisco, Janet Yellen, às 12h45. A Focus divulgada pela manhã pelo Banco Central (BC) trouxe novas quedas em expectativas do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e para a taxa básica da economia brasileira, a Selic, para este ano. Na visão de especialistas, as apostas para o IPCA para 2006 passaram de 3,76% para 3,74%, e de 14,25% para 14% para a Selic. Mas é preciso ainda conferir se este novo patamar mais baixo dos juros se manterá, depois que a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na quinta-feira passada, foi olhada pelo mercado por um viés mais conservador, com as apostas para a próxima reunião agrupando-se majoritariamente em torno do corte de 0,25 ponto porcentual.

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