Juro futuro abre estável a 12,43% ao ano na BM&F

As taxas de juros estão estáveis no início do pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O contrato de depósito interfinanceiro (DI) de janeiro de 2008, o mais negociado, projetava taxa de 12,43% ao ano às 10h25, mesmo nível do fechamento dos negócios ontem. A agenda carregada de indicadores econômicos nos EUA hoje, amanhã e sexta transfere as atenções do mercado de juros para o cenário internacional. Os números mais aguardados dos EUA são a inflação no atacado e a produção industrial de dezembro. Mas também merecerão atenção os dados sobre pedidos de hipotecas imobiliárias e o Livro Bege do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O Livro Bege é um sumário sobre as condições da economia norte-americana que servirá de base para as decisões de política monetária a serem tomadas na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do BC americano, em 30 e 31 de janeiro. Tantos indicadores devem gerar oscilação no mercado de juros por aqui. Os contratos de DIs mais longos, com vencimentos a partir de janeiro de 2008, serão os mais afetados. Mas profissionais não descartam que alterações no humor internacional possa influenciar também os contratos de curto prazo, que refletem mais diretamente as apostas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central da próxima semana. Internamente, o Copom, que decide na quarta-feira que vem o rumo da taxa Selic (juro básico da economia brasileira), continua sendo o evento mais relevante dos próximos dias. Mas operadores consideram que, mesmo que haja volatilidade, dificilmente a aposta no corte de 0,25 ponto porcentual da taxa de 13,25% ao ano perderá força. Segundo profissionais, o mercado sabe que, conceitualmente, o Copom teria condições de cortar 0,5 ponto da Selic na semana que vem. Mas, o fato de o BC ter sido enfático sobre sua intenção de desacelerar o ritmo, amplia em muito a probabilidade a decisão ser pelo 0,25 ponto. "Com certeza, os três integrantes do comitê que votaram no 0,25 ponto na reunião passada têm motivo para manter esse voto. Se mais um mudar, haverá empata", observa. Profissionais entendem ainda que os sinais que o governo tem emitido a respeito do conteúdo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) podem alimentar os argumentos a favor de maior parcimônia por parte do Copom. "Até aqui, todos os comentários feitos sobre o PAC acrescentam preocupação com a questão fiscal", diz um operador. "É possível que o Copom queria fazer um contraponto."

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