Juro futuro abre estável a 13,42%, em tom otimista

O mercado de juros iniciou o pregão embalado em um tom otimista, a ponto de relevar alguns fatores que poderiam exercer pressão sobre as taxas, como o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional hoje. Operadores discutem, portanto, em que momento e que notícia poderia gerar a correção desse movimento - considerado exagerado por alguns profissionais. As taxas do DI (depósito interfinanceiro) no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros estavam em 13,42% ao ano (contrato de janeiro de 2008) às 10h10, estáveis em relação ao fechamento ontem. Segundo operadores, prevalece uma certa euforia, que se baseia principalmente em dois pontos: o cenário favorável à queda dos juros, com inflação sob controle, recuperação lenta da atividade econômica e mercado externo relativamente tranqüilo; e a aposta de que o candidato tucano, Geraldo Alckmin, tem chance de vencer o segundo turno das eleições. Diante desses dois fatores, o mercado ainda enxerga prêmio na curva de juros, o que torna interessante aplicar nos Dis. Hoje, o resultado da produção industrial de agosto, divulgado pelo IBGE mostrando aceleração de 0,7% em relação a julho, não deve alterar a previsão de continuidade da queda do juro. Para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de outubro, dizem operadores, fica mantida a aposta de uma nova redução de 0,5 ponto porcentual na taxa Selic. "O resultado coloca dúvida sobre a continuidade desse ritmo em dezembro, quando o corte pode ser menor, de 0,25 ponto", diz um operador. No campo da inflação, a notícia positiva do dia foi o resultado do IGP-DI de setembro, de 0,24%. Em agosto o IGP-DI havia subido 0,41%.

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