Juro futuro abre estável à espera de EUA e TJLP

Depois da forte queda de ontem, o mercado de juros começa esta sexta-feira na estabilidade, "de lado", aguardando dados dos Estados Unidos que possam influenciar os mercados internacionais e também a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), primeiro "teste" do novo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Nos EUA, será divulgada uma bateria de indicadores a partir das 10h30 (de Brasília), como renda e gastos pessoais de fevereiro (simultanemente ao índice de preços de gastos de consumo, o famoso PCE) e o dado final de março do índice de sentimento do consumidor norte-americano da Universidade de Michigan. Na agenda norte-americana estão ainda o indicador de encomendas à indústria de fevereiro e o índice de atividade dos gerentes de compras de Chicago de março. O sinal de alerta continua mantido sobre os títulos do Tesouro (treasuries) do país, cujos juros, agora cedo, estão praticamente estáveis, mas em níveis elevados (juro de 10 anos com taxa acima de 4,85%). Aqui, o destaque é a reunião do CMN, com Guido Mantega já na Fazenda e decisão a ser tomada sobre a taxa de juros de longo prazo (TJLP)- hoje em 9%). No passado, Mantega defendeu TJLP a 7%. A expectativa do mercado é de que a taxa seja reduzida hoje, mas não tanto. Pode cair para 8,5% ou 8%, avaliam operadores. "Se cair para 7%, acabou o amor", sentenciou um profissional, deixando claro que o mercado vai retirar imediatamente seu voto de confiança a Mantega - é bom que se diga que mesmo esse voto é de uma "confiança desconfiada", com declarações e ações do novo ministro acompanhadas com lupa nas mesas de operações. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), às 10 horas, a projeção do contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008 (o mais negociado) estava em 14,68%, ante fechamento ontem a 14,67% e ajuste para a virada do dia a 14,66%.

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