Juro futuro abre estável e ainda reage à cena eleitoral

O mercado de juros segue em tom positivo hoje, ainda motivado pelo inesperado placar do primeiro turno da eleição presidencial, estabelecendo a disputa em segundo turno entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo operadores, o comportamento do mercado de juros, até aqui, mostra otimismo com a vitória do tucano - o que é considerado pelos profissionais como o melhor cenário. "O mercado está se comportando como se o Alckmin tivesse ganhado as eleições, o que ainda está longe de se configurar", afirma um operador. "Entre Alckmin ir para o segundo turno e ele vencer as eleições há uma grande distância. Mas o mercado acabou embalando nessa aposta, a ponto de se descolar de outros fatores importantes", afirma outro profissional, referindo-se ao comportamento do mercado internacional e a alta do dólar, ontem. Esse comportamento "precipitado" do mercado de juros pode significar que há volatilidade no front. "Qualquer coligação errada ou qualquer pesquisa podem provocar uma correção, que será intensa, dada a melhora rápida que o mercado está apresentando", diz um operador. Para o curto prazo, no entanto, a idéia de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manterá o ritmo de corte de juros em 0,5 ponto porcentual nas reuniões de outubro e de dezembro segue cada vez mais fortalecida. E está quase que totalmente precificada. Diante disso, as taxas dos contratos de curto prazo têm pouco espaço para correção. Às 10h15, o contrato futuro de DI (depósito interfinanceiro) com vencimento em janeiro de 2008 projetava taxa de 13,47% ao ano, estável em relação ao fechamento das projeções ontem.

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