Juro futuro abre quase estável na BM&F

A expectativa praticamente consensual de que o Comitê de Política Monetária do Banco Central corte o juro básico em 0,5 ponto porcentual, para 14,75% ao ano, na próxima quarta-feira, é a principal âncora do mercado de juros para enfrentar a volatilidade que a semana tem pela frente. Isso deve manter as taxas dos contratos de DI futuro mais curtos estáveis e ajudar - mas não neutralizar - os movimento nos DIs mais longos, os mais suscetíveis às tensões externas, pela concentração de negócios de investidores estrangeiros. Mas toda a agenda remete à volatilidade nos mercados internacionais e ela foi inflada, desde a semana passada, pelo recrudescimento dos riscos geopolíticos, a partir do confronto entre Israel e o Líbano, tendo como mote as ações do Hizbollah. A escalada das ofensivas de um lado e do outro é evidente e ainda não há sinais de possíveis tréguas, e nem mesmo apelos mais contundentes dos organismos internacionais nesta direção (o Conselho de Segurança da ONU, por exemplo, não chegou a pedir claramente um cessar-fogo). Nos EUA, serão divulgados esta semana indicadores de inflação de peso, o índice de preços ao produtor (PPI), amanhã, e o índice de preços ao consumidor (CPI), na quarta-feira. Outros ingredientes de volatilidade são dos discursos do presidente do Fed, Ben Bernanke, no Congresso norte-americano, marcados para quarta (19) e quinta (20). E isso fora os discursos de várias autoridades do Fed ao longo da semana. O petróleo chegou a cair mais de 1% hoje cedo, com informações não confirmadas de que o Irã teria aceito o pacote de "incentivos" oferecido pelo Ocidente para interromper seu programa de energia nuclear. Mas os preços continuam em patamares elevados . No mercado eletrônico da Nymex, o contrato para agosto era negociado às 10h25 a US$ 76,29 o barril. Mantém-se expectativa no mercado de que o barril possa chegar a US$ 80 em curtíssimo prazo. A pesquisa Focus trouxe mais uma rodada de correções para baixo no IPCA - o IPCA para 2006 caiu de 3,81% para 3,77%; a expectativa para julho cedeu de 0,30% para 0,24% e a de agosto, de 0,35% para 0,34%. No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) janeiro de 2008 estava em 14,91% ao ano às 10h29, ante fechamento anterior em 14,90%.

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