Juro futuro arrisca novas quedas em dia de leilão

As principais taxas futuras de juros operavam com sinais opostos após a abertura na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008 subia e projetava taxa 12,05% ao ano, ante 12,04% ao ano do dia anterior. Já o DI para janeiro de 2009 recuava com taxa a 11,75% ao ano. Ontem, este mesmo contrato encerrou a 11,77% ao ano. Porém, a expectativa, é que o tom positivo que se vê hoje em Nova York possa estimular o mercado de juros futuros no Brasil a tentar reduzir mais um pouco as taxas dos contratos. Mas hoje é dia de leilão de títulos do Tesouro Nacional. Serão ofertados um total de 8,8 milhões de papéis prefixados (além de 1,5 milhão de pós-fixados), o que costuma limitar o recuo das taxas futuras. Esse movimento recente se baseia na avaliação de que a inflação sob controle e o ritmo lento da recuperação da atividade econômica abrem espaço para juros menores. E ganha força à medida que o cenário internacional mostra-se favorável. Assim, aos poucos, o mercado vai tentando projetar doses mais fortes de redução da taxa básica de juros, a Selic. Dois indicadores confirmaram, hoje, esse cenário traçado pelos especialistas. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente à segunda quadrissemana de fevereiro, que mostrou desaceleração em relação à prévia anterior. E o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a taxa de desemprego ficou em 9,3% em janeiro, maior do que a taxa de 8,4% de dezembro do ano passado e do que os 9,2% de janeiro de 2006.

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