Juro futuro cai após dado de trabalho nos EUA

A divulgação do número de vagas criadas nos Estados Unidos em fevereiro, de 243 mil, superou as estimativas que eram de 212 mil novos postos de trabalho. Com isso, o juro dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, que subia pela manhã, passou a cair. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as projeções das taxas de juros a partir dos contratos futuros de DI (depósito interfinanceiro), que permaneciam próximas dos níveis de ajuste para hoje após o fechamento dos negócios ontem, às 10h40 caía. A taxa do DI de janeiro de 2007 estava em 15,15%, ante 15,20% de quinta-feira. O juro do contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2008 estava em 14,70%, abaixo dos 14,78% de ontem. O mercado futuro de juros brasileiro segue ancorado numa perspectiva bastante otimista de queda, desde que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sinalizou, em comunicado, não estar tão preocupado com a inflação e que a votação para a taxa Selic definida na última quarta-feira teve três votos de diretores do Banco Central a favor do corte de 1 ponto porcentual. A inflação de fevereiro medida pelo IPCA, principal destaque para o mercado de juros na agenda doméstica, ficou em 0,41%, dentro das previsões de mercado (0,30% a 0,48%) e colado à mediana de 0,42%. O maior impacto individual no índice, como já era esperado, veio de mensalidades escolares (0,21 ponto porcentual), uma pressão que já saiu dos outros índices e é captada com atraso pelo IPCA. Por isso, será desconsiderada. Desde ontem, a curva de juros na BM&F passou a precificar corte de 0,75 ponto porcentual na Selic na reunião do Copom de abril, o que significa que este agora é o piso das apostas do mercado.

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