Juro futuro cai e apostas para taxa do final do ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) não trouxe surpresas ontem à noite, ao reduzir o juro básico da economia brasileira (taxa Selic) em 0,50 ponto porcentual, para o nível de 14,75% ao ano, em decisão unânime dos diretores do Banco Central. Já era consenso no mercado e estava precificado na curva de juros do mercado futuro. Assim, hoje não há o que se ajustar nos preços em relação à decisão do Copom, em si. Porém, há terreno para avanço no otimismo a partir das declarações mais amenas em relação à inflação norte-americana feitas pelo presidente do banco central americano (Fed), Ben Bernanke, ontem, e que desencadearam uma reação de euforia nos mercados mundiais. A sinalização, para o mercado de juros brasileiro, é que se o cenário externo se acalmar, haverá espaço para o Copom dar prosseguimento na continuidade do corte da Selic além da reunião de agosto - para a qual investidores esperam um corte entre 0,25 pp e 0,50 pp. Assim, ganha emoção a briga do mercado em torno de qual será a Selic de fechamento do ano, se 14,50%, 14,25%, 14% ou até abaixo disso, como defendem os mais otimistas. Às 10h15, no pregão de contratos futuros de DI (depósito interfinanceiro) na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a taxa de juro projetada pelo vencimento de janeiro de 2008 estava em 14,62% ao ano, ante fechamento ontem a 14,68%. A expectativa pelo leilão de swap cambial reverso do BC faz com que as cotações do dólar estejam em leve alta pela manhã, o que pode limitar, eventualmente, a queda dos juros futuros, mas não estragar o bom humor.

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