Juro futuro cai e tenta corrigir exagero do dia anterior

O mercado futuro de juros tenta corrigir nesta manhã um pouco do exagero verificado no dia anterior, quando a taxa projetada para o depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008 (o mais negociado) terminou em 16,65% na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Porém, às 10h30, a taxa recuava e estava em 16,18%. Ontem também, esse vencimento bateu a máxima de 16,85%, em um dia em que a taxa de ajuste para abertura dos negócios era de apenas 15,43%. E isso numa conjuntura em que a taxa Selic é de 15,75% e que o mercado, na pior das hipóteses, acha que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode mantê-la no mesmo patamar na reunião da semana que vem. O Tesouro volta a oferecer hoje a portinha de saída para os investidores (especialmente estrangeiros) que quiserem se desfazer das Notas do Tesouro Nacional da serie B (NTN-Bs, títulos atrelados ao IPCA). Repete o mesmo leilão simultâneo de compra e venda dos títulos, com os mesmos vencimentos e oferta de ontem (1,5 milhão de papéis na compra, mesma quantidade na venda). Para corrigir todo o exagero embutido na curva de juros ontem (sobretudo na parte longa), dificilmente bastará um dia. A volatilidade ainda é a tônica do cenário externo. Mais chances de equilíbrio nos juros podem ser esperadas para depois da reunião do Copom (dias 30 e 31) e, numa segunda etapa, após a divulgação da ata da reunião (dia 8 de junho). Ainda assim, restará como principal elemento da volatilidade a expectativa em relação à reunião do comitê de mercado aberto (FOMC) dos EUA, que só acontecerá somente nos dias 28 e 29 de junho.

Agencia Estado,

25 de maio de 2006 | 10h36

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